Autoria de Michael Schmitz
É importante perceberes as regras do jogo e tendo lido o primeiro artigo das séries, já conheces melhor do que os outros graduados que estão à procura do primeiro emprego.
Para melhorar ainda mais as tuas chances de sucesso, os artigos seguintes ajudar-te-ão a formular as perguntas certas para encontrares e acederes à oportunidade ideal.
Vamos começar com a pergunta mais importante:
Antes de começares a navegar pelas oportunidades de emprego, deves clarificar alguns factos sobre o teu carácter, conjunto de competências e expectativas face ao futuro.
Podes simplesmente concorrer a uma centena de empregos online e ficar à espera do que acontece… na maioria dos casos os teus resultados serão limitados e mesmo que tenhas acesso a um desses empregos poderás sentir-te infeliz passado uns meses.
Sejamos mais eficientes e procuremos todas as componentes que constituem a nossa personalidade.
Basicamente, nós os humanos somos uma mistura engraçada de ADN com o meio que nos rodeia: algumas limitações, gostos e não gostos são impostos pelos nossos genes, enquanto a maioria resulta do ambiente e das experiências que tivemos.
No teu caso, podemos certamente nomear algumas experiências positivas e negativas que te podem ajudar a identificar as tuas preferências quanto ao teu dia de trabalho.
Qual foi a última vez que tiveste um dia maravilhoso e altamente produtivo?
Um dia em que acordaste de manhã sabendo que tinhas muito trabalho a fazer nesse dia e.. simplesmente começaste a trabalhar e conseguiste fazer tudo o que querias?
Pensa nisso… nós esperamos.
Ok, encontraste um bom exemplo.
Provavelmente esse dia incluiu tarefas mais mundanas e mais desafiantes… e tu podes certamente identificar as duas.
Neste momento a maior parte dos artigos dir-te-ão que apenas deverias olhar para aquilo que gostaste e fizeste bem; nesse sentido, deverias procurar encontrar um ambiente onde pudesses realizar esse tipo de tarefas repetidamente, confiando no teu portfolio de habilidades para encontrar a felicidade e ser produtivo.
Mas não é isso que nós vamos aqui fazer.
De facto, também podes encontrar felicidade em empregos onde falhes, te magoes a ti próprio, te sintas frustrado com os próximos desenvolvimentos e te sintas totalmente perdido e desadequado.
Para ser honesto, este tipo de empregos, se realmente queres desfrutar da tua vida e continuar a crescer como pessoa, são os empregos perfeitos para ti.
Se após a tua graduação sentes que a tua personalidade está completamente formada e estás à procura de encontrar o emprego ideal, então estás a perder o resto da tua vida.
Mais ainda, o emprego ideal que corresponde às competências actuais pode ser uma armadilha fatal e que pode resultar numa tristeza profunda e duradoura se deixares de crescer como pessoa enquanto lá trabalhas.
Somos exploradores naturais e confinarmo-nos a um ambiente estático e sem mudanças é algo que a maior parte das pessoas não suporta.
Em vez disso, usaremos este dia perfeito para olhar para as competências que actualmente tens e pensar em como as adquiriste.
Se gostas de trabalhar com pessoas então provavelmente já tens experiências de trabalho como treinador de um clube de futebol, coordenador voluntário ou apenas ajudando a fazer os trabalhos da escola; podes ter feito baby-sitting para os vizinhos ou teres tido algumas experiências que te colocaram numa posição interessante e responsável perante outras pessoas.
Por outro lado, as tuas competências em Excel, matemática ou programação foram provavelmente desenvolvidas durante um longo período de tempo quando tinhas que encontrar o caminho através de tutoriais, exercícios e tarefas de programação, sozinho em frente a uma folha de papel ou em frente a um computador.
E depois de algumas décadas o teu conjunto de competências é simplesmente o resultado das coisas que fizeste – não a tua predisposição genética.
Então onde está, neste exemplo que discutimos, a mais-valia do teu dia perfeito?
Retomando a tua procura de emprego e o caminho como o podes fazer, descobrirás que esse dia perfeito foi aquele onde estiveste mais ocupado, produziste muito e não foi nada maçador.
Ao mesmo tempo, a maior parte do trabalho que fizeste foi significativo para ti e também aprendeste alguma coisa – quer tenhas lavado louça ou passado algumas horas a trabalhar com papeis, o resultado foi na realidade um mudança mensurável.
E eis o factor-chave para esta primeira questão.
A felicidade no teu trabalho depende de poderes ter este sentimento de realização, fazendo algo significativo, aprendendo novas competências enquanto utilizas e desenvolves algumas das que já tens; focando-te nas tarefas que tens em mão e, idealmente, recebendo uma compensação adequada (salário adicional para além de um certo nível não influencia a tua felicidade se algo mais está a faltar).
Então, és livre para escolher qualquer actividade ou papel, mesmo que a tua educação universitária não se adeqúe perfeitamente a isso, desde que as condições acima estejam satisfeitas.
E isso amplia consideravelmente o leque de escolhas: muitos, muitos empregos proporcionam satisfação inerente e o teu grau de qualificação não é muito relevante se estiveres disposto a aprender mais: Se trabalhas em vendas (vendo os clientes felizes, sentir a emoção do próximo), na gestão (fazer análise de estruturas, optimizar processos, certificando-te de que as pessoas são felizes) ou como um especialista (horas de trabalho focado numa cópia azul ou num design, onde só tu podes resolver o desafio que tens em mão).
Ainda podes querer pensar nas áreas e nos papeis que mais despertam o teu interesse.
Faz uma listagem de possíveis caminhos que se encaixem totalmente nos teus critérios, e também elabora uma lista de áreas e funções que possas excluir com base numa total falta de habilidades (por exemplo, química, medicina), motivação pessoal (contabilidade?) e sentido na sua realização.
Mais importante ainda, pensa na pessoa em que te queres tornar e identifica as áreas onde podes aprender e desenvolver as competências que essa pessoa deve ter.
Se algo te parecer um pouco difícil demais ou fora do teu alcance, então também te aconselho a inclui-lo na tua lista - este é exactamente o tipo de desafio que te vai fazer crescer e, idealmente, te fará ter uma visão mais abrangente das categorias que são interessantes para ti.
Porque é que esta lista é importante?
Porque vais descobrir que te falta muito conhecimento e informação nesta fase da tua vida profissional.
Poderia haver vinte opções diferentes. Mais informação sobre estes caminhos ser-te-iam uma mais-valia significativa.
This leads us to the next step: Learning more about the opportunities that exist.